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domingo, 25 de outubro de 2009

ARMA AFOGADA



Que se calem as armas
afogadas em sangue inocente
ai que gritam almas por justiça
vitimas da fria bala ardente
partidas de mão bandida
varando o corpo,bala perdida


Silenciam-se os trovoares
por fim que se faça a paz
talvez no coração dos homens
amanhã a igualdade se faz


Fuzil jogado no chão
ao alcance de mãos tão infante
toca arma reluzente
ja não é mais inocente


Almas feridas,maculadas
carregadas de pecado
tiram da familia pai e irmão 
ganância,moeda de mercado
que corre entre os capitais
e a ira extermina os rivais


Sangue,sangue,sangue
sangue que escorre no chão
bala de lugar nenhum
carrega da vida mais um irmão


Arma homicida,bandida e vil
mais vil porém a mão que te segura
faz a pontaria,mira o destino
mais uma familia se fratura


Afoga-te arma bandida
mergulha no aço fervente
encontra novo destino
não extermine nossa gente


e tu mão assassina
que o rifle entre os dedos segura
que te faltem pois os braços
que lhe penda de lado a cabeça
que teu exemplo seja a lição
para a geração futura





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