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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Da janela





Olho a janela
Sentado no coletivo
Cruza indiferente a cidade
Indivíduos nas calçadas
Passam velozmente por mim
Passo cruzando a cidade
Na janela do coletivo
Mendigos me divisam o olhar
Indivíduos
Maltrapilho humano
Dormem sob as marquises da cidade
Indiferente
Alheio
Apenas desfrutam do sono
Antes do despertar
Da cidade gigante.
Dorme individuo sem nome
Dorme homem sem face
Sombra escura da sociedade
Que teima em escondê-lo
Virando-lhe o olhar
Desconhece o ser humano
O irmão ali escondido
Sofrido
Que dorme sob as marquises da cidade
Enrolado em panos velhos.
E eu da janela do meu ônibus
Vejo este ser passar
Deixo a cidade para traz
Olhando da janela
Do coletivo que me conduz.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

de todo meu ser




De todo meu ser

E de todo meu ser, seria
De toda risada, alegria
De todo sonho, fantasia
De toda vida, caricia
De todo meu viver, viveria
De toda experiência, aprenderia
De todo meu  amor,  amaria
De todo o silencio, escutaria
E quem merecer-me, atenção

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

o sonho




Toda a noite
Todos os dias
O mesmo sonho
A mesma mulher
O mesmo mistério
A parece-me em sonhos.
Não sei o que ela quer.
Angustia-me,
A conheço,
De um tempo distante,
Quando o mundo,
Ainda era infante.
Sinto seu perfume,
O calor de seu toque,
Deita em minha cama,
Afaga-me com seu olhar,
Toca suave meu corpo,
Diz que veio para me amar.
Quando apóia sua cabeça em meu ombro
O mundo desvanece.
O paraíso na terra
Reaparece.
E houvesse ali
Fruto proibido
Por ela eu comeria
Saborearia seu sumo
Por ela o maior pecado,
Cometeria.
Sonho distante
Novo recomeço
Como se outra vida se abrisse,
Então me lembro
É apenas sonho.
Nem mesmo a reconheço
Envolta em ricos tecidos
De um forte tom lilás
Roça meus lábios
Com a ponta dos dedos
E no sonho
Adormeço.
Variando entre a lucidez e a loucura
Trago no peito
A dor dessa tortura.
Tortura-me essa imagem
Que de outro tempo conheço
Seu nome em meus lábios.
Acordo
Então me esqueço.
E noutra noite
Outro recomeço.
Apenas uma lembrança;
Os olhos.
Verdes como a mata,
Como uma canção,
Como uma chamada.



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Liberdade





liberdade,liberdade
chega de leve
toca suave na alma
doce serena
toque que acalma.

Aprecie
Esta jovem,idosa,senhora
Sempre presente
Sempre tão próxima
vem a sua dianteira
angustia e ansiedade
na labuta do dia a dia.

Chega então liberdade
Traz em teu toque
Serenidade.

Liberdade,liberdade
Liberdade,bela e serena
Liberdade dos anseios
Liberdade dos oprimidos
Liberdade dos opressores
Liberdade dos espíritos sofredores.

Liberdade ,liberdade
Alguns te abusam
Pervertem em libertinagem
Ego e vaidade
escondida,a sombra da libertinagem.

Sem  respeito,
de que jeito?
Ainda  insiste liberdade
com teu toque redentor
a cura das almas.

Por amor,ou caridade
Tu és liberdade
Seja uma de cada ser
Seja uma na coletividade
Ainda assim
Tu és liberdade.

domingo, 16 de setembro de 2012

a rosa



Rosa,rosa
Rosa cor de rosa
Rosa toda prosa
Rosa que faz rima
Com a palavra dengosa.

Rosa dos invernais
Dos dias mais atuais
Rosa colorida
Enrolada em jornais.

Rosa majestosa
Rosa de todas cores,
No bouquet,
Rosa manhosa

Rosa dos  namorados
Rosa da paixão
Rosa inescrupulosa
Rosa vermelha
Rosa de sedução

Rosa de todos os jardins
Rosa de meus amores
Rosa plantada para mim.

Então somente tu rosa
Perfuma meus amores
Embeleza nosas  vidas
Com teus perfumes
Com tuas cores.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Andando na lua


Hoje,
Acordei mais leve
Sentia-me como a própria pluma
Pisando em solo macio,
Sem o impacto pesado dos pés
Eu sentia flutuar
Sentia-me pisando na lua
Sem gravidade
Sem peso
Apenas a liberdade de andar sem o peso
Apenas andando leve

Hoje,
Hoje acordei na lua
Vislumbrei as estrelas
durante a manha inteira,
presenciei a despedida do astro rei,
quando se punha o sol,
por de traz da terra

Hoje,
Hoje acordei poeta
Vi a terra ao longe
Essa esfera azulada
Que zingra o espaço infinito
Nave mãe terrena
Depositória de almas

Hoje
E apenas por hoje
Estou caminhando na lua
Deixando meus rastros em seu solo
Marcas que o tempo apagará
Mas que sonhando
Em mim jamais  passará
E que eu viva uma eternidade
Hoje
Eu estou andando na lua
Não sou divindade
Apenas estou andando na lua