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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

o sonho




Toda a noite
Todos os dias
O mesmo sonho
A mesma mulher
O mesmo mistério
A parece-me em sonhos.
Não sei o que ela quer.
Angustia-me,
A conheço,
De um tempo distante,
Quando o mundo,
Ainda era infante.
Sinto seu perfume,
O calor de seu toque,
Deita em minha cama,
Afaga-me com seu olhar,
Toca suave meu corpo,
Diz que veio para me amar.
Quando apóia sua cabeça em meu ombro
O mundo desvanece.
O paraíso na terra
Reaparece.
E houvesse ali
Fruto proibido
Por ela eu comeria
Saborearia seu sumo
Por ela o maior pecado,
Cometeria.
Sonho distante
Novo recomeço
Como se outra vida se abrisse,
Então me lembro
É apenas sonho.
Nem mesmo a reconheço
Envolta em ricos tecidos
De um forte tom lilás
Roça meus lábios
Com a ponta dos dedos
E no sonho
Adormeço.
Variando entre a lucidez e a loucura
Trago no peito
A dor dessa tortura.
Tortura-me essa imagem
Que de outro tempo conheço
Seu nome em meus lábios.
Acordo
Então me esqueço.
E noutra noite
Outro recomeço.
Apenas uma lembrança;
Os olhos.
Verdes como a mata,
Como uma canção,
Como uma chamada.



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