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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

o ritual do banho


Depois de mais um dia
do trabalho cansada
eis que chega boa hora
do fim de mais uma jornada
na rua sol que abrasa
tão forte que a pele queima
deixa-te a tez morena.


Chega em casa
do trabalho cansada
da longa caminhada 
suada
e neste dia tacanho
de sol abrasador
almeja
refrescante banho.


Gotas de água cristalina
que do chuveiro caem
esfuma ceantes pingos mornos
deslisam em tua pele
desenhando teus contornos
deixando-te relaxada
arrancando de ti também
suspiros de prazer
gemidos que de tua boca saem.


Teus negros cabelos
da água molhados
de teu champu perfumados
doce aroma permeia o ar
enfeitiça os sentidos
de uma maneira estranha e tamanha
que tivesse eu perto
por certo
estaria extasiado.


Ah!a hora do banho
devaneios de um apaixonado
quimeras insones
culpa de bandido coração
que por ti bate desritmado.


Invejo a água que te banha
que percorre teu corpo
como amante lascivo
que te sondas os segredos
escondidos sob tua pele
de mim ainda escondidos.


Após o banho a toalha
macia e felpuda
te acaricia o corpo
percorre todo teu ser
como serpente venenosa
perscuta teus segredos inconfessos
descobre no banho teu prazer.


Que mistérios teu banho esconde
tão longe do meu olhar
de traz de porta fechada
que não me permites revelar
ao qual somente posso versar.













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